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20 março, 2017

Nos dias 27, 28 e 29 de março: #Rodacarijo em Soledade no Aniversário da cidade

Roda Carijo vai estar em Soledade dias 27, 28 e 29 de março
Na semana de aniversário da cidade, será promovido evento de produção artesanal de erva-mate, conhecido como "Carijada"

O Coletivo Catarse, através do projeto Roda Carijo (
www.projetocarijo.com.br), em parceria com a Secretaria de Indústria, Comércio, Serviços e Turismo da Prefeitura de Soledade, promove a realização da circulação do filme Carijo e do evento Carijada, da produção de erva-mate aos moldes tradicional e ancestral indígena Guarany. Em projeto financiado pelo sistema Pró-cultura RS, da Secretaria da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, será realizado no parque de exposições do município nos dias 27, 28 e 29 de março, de forma aberta e pública, todo o processo desse feitio - a colheita da erva-mate, o processamento, a secagem na estrutura chamada carijo, além da moagem em pilão e soque. A ideia é se garantir uma exposição do processo e a participação do público em todas as etapas, que serão demonstradas no estilo de oficina.
Durante a secagem, que ocorre numa das noites, prepara-se uma pequena festa, chamada de Ronda do Carijo, em que se acompanha a secagem com atividades culturais (música, contação de histórias, causos e a confraternização da comunidade ao redor do carijo, etc.) a fim de que a chama do carijo nem se apague nem suba muito ao ponto de que a erva queime por completo – "pois esta é a tradição". O conhecimento é Guarany, e o processo produtivo é a intersecção com a cultura imigrante que passava a tomar conta do estado a partir do século XVIII.
Durante a Carijada, haverá ainda uma programação de filmes em projeção sobre temáticas afins com a história e características do Rio Grande do Sul, como: O Grande Tambor (filme produzido pelo Coletivo Catarse, também apoiado no edital de Patrimônio Imaterial do IPHAN, que versa sobre a história do Rio Grande do Sul a partir do ponto-de-vista daqueles que foram escravizados, tendo como personagem principal o Tambor de Sopapo, instrumento típico gaúcho), o documentário Araucária (produzido pelo Coletivo Catarse, apoiado em edital do FAC, sobre esta árvore típica também do nosso Estado), o documentário Barragens (produzido pelo Coletivo Catarse, apoiado em edital da Agência Pública, sobre o complicado processo que passa o majestoso Rio Uruguai), além do próprio filme Carijo entre outras produções que devem passar por uma curadoria para integrar essa mostra.
Filme
O documentário Carijo tem ainda um dia inteiro (28/03) de exibição marcado para fora do espaço da Carijada, no Centro Cultural de Soledade, onde deve receber um público que vai participar de bate-papos com os realizadores do filme.
Programação da Carijada
1º dia (27/03): montagem da infraestrutura
TARDE
OBS: sugere-se que as pessoas que desejem participar das ações da carijada e se disponham a auxiliar nos processos de produção ativamente, que compareçam no local durante a tarde e combinem sua participação com a equipe do Coletivo Catarse
FINAL DA TARDE
- montagem do carijo e estrutas de sapeco e cancheamento
2º dia (28/03): coleta da erva e realização da carijada
MANHÃ
- saída para coleta da erva-mate
TARDE
- retorno ao carijo, preparação da erva para sapeco, realização do sapeco, preparação da erva sapecada para colocação no carijo, colocação da erva no carijo
NOITE/MADRUGADA
- início do fogo e atividades da ronda do carijo, com projeção de filmes e atividades culturais afins (aberto a quem quiser chegar e se expressar, além do que serão convidadas algumas pessoas para auxiliar nas atividades)
3º dia (29/03): cancheamento, soque e mateada
MANHÃ/TARDE
- finalização da carijada, com a retirada da erva do carijo e início do cancheamento e soque (processos de trituração)
- mateada com a erva produzida

Serviço
O Roda Carijo é um projeto financiado pelo sistema PRÓ CULTURA RS, através do edital #juntospelacultura (03/2015), da Secretaria da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Governo do Estado do Rio Grande do Sul. "Carijo, o filme" é um média-metragem de 53 minutos que versa sobre uma estrutura que serviu como o primeiro salto produtivo de produção da erva-mate – anteriormente, os Guarany apenas penduravam chumaços de erva sobre uma fogueira. Mistura do conhecimento indígena com a ânsia pela larga escala acumulativa do imigrante branco, o carijo segue hoje como uma cultura de resistência – é peça chave de uma produção essencialmente artesanal e de característica camponesa. São poucos os que resistem fundados no Rio Grande do Sul, mas aqueles que mantêm a chama acesa produzem um mate de sabor intenso e carregado na ancestralidade típica dos povos originários desta terra. O carijo, além de representar o amor do nosso povo ao hábito de tomar o chimarrão nos remete às raízes da formação do nosso Estado. Este filme foi contemplado em edital do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) na linha de patrimônio cultural imaterial, tendo sido lançado em 2014.



Legenda da foto
Luiz Pires, o Amigo, mestre carijeiro de Panambi, observando o resultado final da carijada de São Miguel das Missões, produzida para o filme Carijo, em janeiro de 2013. (Foto: arquivo Coletivo Catarse)

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